quinta-feira, 9 de dezembro de 2010








Liberdade, onde estás? Quem te demorar?
Quem faz que o teu influxo em nós não caia?
Porque (triste de mim! ), por que não raia
já na esfera de Lísia a tua aurora?

De santa redenção é vinda a hora
a esta parte do mundo, que desmaia:
Oh! Venha... Oh! Venha, e trêmulo descaia
despotismo feroz, que nos devora. [...]





Importuna razão não me persiga;
cesse a ríspida voz que em vão murmura;
se a lei de Amor, se a força da ternura
nem domas, nem contrastas, nem mitigas: [...]
Queres que fuja de Marília bela,
que a maldiga, a desenhe; e o meu desejo
é carpir, delirar, morrer por ela.



Ainda é cedo, amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares está a beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés





Minha bela Marília, tudo passa;
a sorte deste mundo é mal segura;
se vem depois dos males a ventura,
vem depois dos prazeres a desgraça.
Então os mesmos deuses
sujeitos ao poder do ímpio fado:
Apolo já fugiu do céu brilhantes
já foi pastor de gado.

[...]

Que havemos de esperar, Marília bela?
Que vão passando os florescentes dias?
As glórias que vêm tarde, já vêm frias,
e pode, enfim, mudar-se a nossa estrela.
h! Não, minha Marília,
aproveite-se o tempo, antes que faça
o estrago de roubar ao corpo as forças,
e ao semblante a graça!



Vai-te, fera cruel, vai-te, inimiga
horror do mundo, escândalo de gente,
que um férreo peito, uma alma que não mente,
não merece a paixão, que me afadiga:
O Céu te falte, a Terra te persiga,
negras fúrias o Inferno te apresente,
e da baça tristeza o voraz dente
morda o vil coração, que Amor não liga:
Disfarçados, mortíferos venenos
entre licor suave em áurea taça
mão vingativa te prepare ao menos:
E seja, seja tal desgraça,
que ainda por mais leves, mais pequenos
os meus tormentos invejar te faça.

Nosta lasi

Penetra de festas,
Perseguidor de calcinhas,
Me chame se você for um gangsta
Não seja chique, apenas dance
Por que tão sério?
Portanto, erga seu copo se estiver errado,
De todas as maneiras certas,
Todos os meus azarões,
Nunca seremos, nunca seremos nada além de barulhentos
E pequenas aberrações sujas, piolhentas e sebosas
Você não vai vir e vir e erguer seu copo,
Apenas venha e venha e erga seu copo
Bata, oh quente pra caramba
Que parte da festa você não entende?
Queria que você enlouquecesse (enlouqueça já)
Não pode parar, está chegando quente,
Eu deveria ficar trancada no local certo
Está ligado agora (ligado pra caralho agora)


(Oh merda meu copo está vazio, que droga)


Então, se você é muito legal para a escola,
E você é tratado como um idiota,
Você pode escolher deixar pra lá
Nós podemos sempre, podemos sempre,
Festejar por conta própria